KWENDA continua a “rasgar” o Nóqui 

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    Depois de ter arrancado no dia 20 de Maio do ano em curso com a entrega das Transferências Sociais Monetárias aos 6.322 Agregados Familiares inscritos no âmbito do Programa de Fortalecimento da Protecção Social – KWENDA, no Município do Nóqui , Província do Zaire, a equipa do FAS – Instituto de Desenvolvimento Local, continua a andar pelas localidades daquela zona e chegar às famílias.

    Uma equipa encabeçada pelo Director provincial do FAS, no Zaire, Maurício da Costa, ladeado pelo Administrador do Município do Nóqui, José Manuel António, técnicos do FAS, Supervisores e marinheiros e Membros da polícia Nacional avançou aos três bairros localizados na margem do rio Zaire, para fazer a entrega do benefício aos habitantes de Kinzundo, com 48 Agregados Familiares, nomeadamente, Kiganga com 46 e Txia Txia com 13, totalizando 107 famílias abrangidas.

    Durante cerca de 40 minutos a embarcação ainda ficou parada no meio do rio, por motivos de uma falha técnica. Superada a avaria, a equipa continuou a marcha.

    No Zaire o KWENDA, já beneficia os municípios do Nzeto, Cuimba, Tomboco e Nóqui, sendo que neste último, já receberam o benefício até ao momento 5.430 Agregados Familiares

    O KWENDA é um Programa do Governo angolano, cuja implementação está a cargo do FAS. Avaliado em 420 milhões USD, é financiado em 320 milhões USD pelo Banco Mundial, sendo os 100 milhões USD, provenientes do Tesouro Nacional. O Programa já está em 61 municípios das 18 províncias. O mesmo Comporta quatro componentes, nomeadamente, as Transferências Sociais Monetárias, que consistem na atribuição de uma renda mensal às famílias, a componente da Inclusão Produtiva, que visa apoiar as iniciativas económicas das famílias, a Municipalização da Acção Social, que está a se concretizar com a criação de Centros de Acção Social Integrados (CASI). Estes centros têm como objectivo aproximar os cidadãos aos serviços essenciais, como aquisição dos Registos de Nascimento e Bilhete de Identidade, entre outros, bem como intermediar conflitos de vária ordem. A última, mas não menos importante, é a componente do Reforço do Castro Social Único, base de dados com informação dos cidadãos em situação de pobreza e vulnerabilidade, sobre os quais o Estado irá traçar as políticas públicas